«Uma linguagem organizada actua sobre a organização do pensamento e um pensamento organizado actua sobre a organização da linguagem.» Ahmad Amin

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Jan 10

 

 

 

    O jardim-de-infância onde eu realizei este trabalho de terreno proposto pela professora da unidade curricular de Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem, foi no “Papagaio”, situado na Baixa da Banheira, a sala onde desenvolvi a actividade com as crianças era composta por 24 alunos.

    Gostei muito de realizar este trabalho no “Papagaio”, pois quando a educadora e a auxiliar viram que estava com certas dificuldades para explicar às crianças determinada actividade, auxiliavam-me de imediato. E também me deram dicas de como poderia realizar a actividade de melhor maneira.

Introdução das Actividades: 

    Os três elementos deste grupo, utilizaram dois dias para a realização do trabalho, por isso decidimos num dia praticar com eles actividades de ordem fonológica e em outro dia actividades de ordem morfológica.

 

 

1º dia – 1ª actividade “Fios com imagens” 

           

    Esta actividade consiste, em vermos como estão as crianças desenvolvidas fonologicamente.

 

Realização da actividade:

    Escolhemos imagens que fossem fáceis para eles identificarem.

    Recortámos então as imagens, e arranjámos lã, para pudermos pôr as imagens como fio, para eles porem ao pescoço.

     Quanto a pôr em prática na aula, não trabalhámos com todas as crianças pois achamos que iria ser muito confuso e que não iríamos conseguir tirar boas observações, então escolhemos um pequeno grupo das mais variadas idades, entre os três e os cinco anos, primeiramente mostrámos as imagens, para ver se todos eles sabiam o que significava, sendo assim depois distribuímos cada “fio” por cada um aluno.

    E o objectivo da nossa actividade, era que as crianças a partir das imagens, encontrassem outras imagens, em que a palavra começasse pelo mesmo som, por exemplo comer-correr ou carta-carro entre muitas outras palavras.

 

     Como já foi dito anteriormente, escolhemos objectos fáceis de decifrar e eles conseguiram reconhecer todos os objectos, o nome que damos a determinados objectos é muito relativo, por exemplo, haviam crianças que davam mais que um nome ao objecto, como carta-envelope e escada-escadote.

    Nesta actividade foi possível concluir que existem vários tipos de percepção, visto que uns são mais lentos e outros mais rápidos, independentemente da idade. Como por exemplo um menino de três anos percebeu mais rapidamente o objectivo do jogo e como fazê-lo do que um menino de cinco anos, que no fim também percebeu mas depois de muitas explicações e exemplificações.

    Uma das técnicas utilizadas pelas crianças para encontrar a imagem que tivesse o mesmo som que a delas, era repetindo e dando entoação às duas primeiras sílabas.

    Era um jogo que também poderia testar a concentração das crianças, pois eles para o realizarem tinham que estar atentos e muitos estavam confusos.

    Com este trabalho também conclui que há crianças com três anos que já têm um grande vocabulário, ou seja um grande conhecimento de palavras, mas havia outros casos em que reparei que as crianças ou pouco falam, ou têm um vocabulário muito pobre.

    Tiveram uma certa dificuldade na realização do jogo, pois uns percebiam o som que a sua palavra tinha por exemplo estrela, “es” mas não faziam a relação com outros objectos começados por “es”.

    Fiz esta actividade duas vezes, com as mesmas crianças, para ver se ocorreram evoluções na realização do jogo, e as observações foram positivas pois eles agora já se “desenrascavam” sozinhos e sem muitas ajudas.

    Como exercício final pedi a cada um para dizer duas palavras que começassem pelo mesmo som, dê-mos alguma ajuda, muitas das crianças recorriam a derivados, por exemplo tomate-tomateiro, torrada-torradeira.

    No final da actividade pedi a algumas crianças que estavam a assistir para dizerem o que os seus colegas estavam a fazer, e conseguiram explicar, isto significa que esta actividade cativou-os e acharam interessante pois prestaram atenção.

 

    Como já foi referido na parte que se refere ao jardim-de-infância, as educadoras ajudaram-me no que precisei, por exemplo havia uma actividade, que apesar de ser fácil de realizar, era muito difícil explicar.

    O que dificultou um pouco a realização do trabalho, foi porque haviam muitas crianças que apesar de saberem as respostas, não as diziam, pois ou eram envergonhadas, ou estavam a estranhar a minha presença e talvez se sentissem incomodados, embora algumas crianças já me conhecessem pois já estive a “estagiar” nesse mesmo infantário.

    Senti uma certa dificuldade no momento de lhes explicar certas actividades pois apesar de serem fáceis de fazer, era complicado as crianças percebem qual o objectivo dessa mesma actividade.

 

2º Dia – 2ª actividade “Saber o sujeito e o verbo, identificarem verbos através de imagens, detectar erros nas frases e adivinhas ”

    Esta actividade consiste, em vermos como estão as crianças desenvolvidas morfologicamente.

Realização da actividade:

 

    Nesta actividade propusemos vários tipos de desafios às crianças, assim como adivinhas, frases para eles detectarem os erros, e identificação do sujeito e do verbo numa frase, e referirem qual o verbo através do que vêm numa imagem.

 

 

 

    Pus imagens de acções que eles fazem durante o seu dia-a-dia para lhes ser mais fácil identificar o que estavam a fazer na imagem.

   Decidi fazer esta actividade por mesas das crianças, para não gerar muita confusão. Nas imagens eles souberam identificar facilmente os verbos que estavam representados, ou seja o que cada estava a fazer na imagem, haviam uns que estavam a comer e outros a tomar banho por exemplo.

 

 

Saber o sujeito e o verbo:

 

O Hugo viu um gato.

Quem? O Hugo   O quê? Um gato

 

A Rita perdeu a mala.

Quem? A Rita   O quê? A mala

 

O Cláudio está doente.

Quem? O Cláudio   O quê? Doente

 

O Daniel tem um castelo.

Quem? O Daniel   O quê? Um castelo

 

O Tiago tomou banho.

Quem? O Tiago   O quê? Banho

 

O José estava a estudar.

Quem? O José   O quê? A estudar

 

A Ana aprendeu a ler.

Quem? A Ana   O quê? A ler

           

A Joana quer brincar.

Quem? A Joana   O quê? Brincar

 

O Diogo empurrou a porta.

Quem? O Diogo   O quê? A porta

 

    Quanto às perguntas, e para identificarem o seu verbo e sujeito, tiveram uma certa dificuldade, mas penso que tiveram mais dificuldade ainda quando era pa identificar o verbo na frase.

    Também fiz este jogo por mesas, primeiro dizia as perguntas, e depois perguntava-lhes quem é que estava a fazer aquilo, e o que é que estava a fazer.

     Depois aconteceram situações características de crianças, houve uma em que eu perguntei na frase quem perdeu a mala, e ela respondeu, está ali, foi a Joana. Noutra frase perguntei quem joga a bola e a criança respondeu sou eu.

 

 

 

Identificação de erros nas frases:

 

 

1.                                                                                         O gato está a ladrar.

2.                                                                                         A lua está no chão.

3.                                                                                         O carro voa.

4.                                                                                         O céu é verde.

5.                                                                                         A laranjeira dá peras.

 

    Na identificação de erros eles facilmente reconheceram o erro na frase.

Ia por mesa, dizia a frase em questão e pergunta se achavam que estava incorrecta e se sim, o que é que não estava correcto na frase. Por vezes sabiam que a frase estava incorrecta mas não sabiam explicar o porquê.

 

 

 

Adivinhas:

 

1.É de madeira e tem quatro pernas.

2. Pode ter várias formas e serve para apagar.

3. Pode ser de argolas e tem linhas.

   

    Nas adivinhas fizemos questão de fazer adivinhas referentes a objectos que estavam na sala de aula e com o qual trabalham diariamente.

    Neste jogo pode-se afirmar que para além de termos trabalhos a categoria morfológica também lidámos com o raciocínio de cada criança.

    Considero que foi o jogo mais difícil para eles, pois tinham muitas dúvidas, a maior parte das vezes adivinhavam porque dávamos pistas.

     Por exemplo, na primeira adivinha, “É de madeira e tem quatro pernas”, dava ajudas, perguntando então no que é vocês se sentam aqui na vossa sala, ou escrevem em cima do quê.

 

publicado por Soraia, Vanessa e Patricia às 20:54

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