«Uma linguagem organizada actua sobre a organização do pensamento e um pensamento organizado actua sobre a organização da linguagem.» Ahmad Amin

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Jan 10

 

No âmbito da Unidade Curricular de ADL, foi proposto um trabalho de campo com um total de 8 horas de contacto com crianças do pré escolar. Em grupo e com a aprovação da docente, decidimos que o trabalho seria mais interessante e completo se fosse dividido, de modo a que cada elemento do grupo pudesse assistir a uma realidade diferente.
Assim, as minhas horas de observação foram feitas na Escola do 1º ciclo do ensino básico de Moita Dos Ferreiros com uma turma do jardim de infância com crianças de idades compreendidas entre os dois e os seis anos.


Em grupo foram seleccionadas as actividades a realizar e os objectivos de cada uma delas.
 
Na minha observação, fiz uma actividade que consistia em cartões com imagens de objectos cujas  palavras começavam da mesma forma, Ou seja, tinha os pares: "Elefante - Elevador"; "Pato - Pássaro"; " Quarto - Quadro"; "Bola - Bota"; "Pingo - Pinto"; " Boneco-de-neve - Bolo". Separei cada uma das imagens numa cartolina plastificada separando os pares em três grupos de dois pares, cada grupo separado do outro pela cor da pega de lã. Em grande grupo, e em conjunto com a educadora, propus que as crianças ouvissem o nome de todas as imagens para melhor compreensão, e frisei o facto de os seus pares estarem sempre nas cartolinas com pegas da mesma cor que as suas pegas, de modo a que um a um encontrassem o seu par no conjunto da sua cor.
As crianças aderiram á actividade e mostraram entusiasmo pela mesma, após consulta dos dados adquiridos, foi possível perceber que a maioria das crianças com mais de 4 anos conseguiram compreender e realizar a actividade, ainda com alguma dificuldade, sendo que apenas um menino de cinco anos que tinha visível facilidade no uso da língua, mostrou um conhecimento sem duvidas no conjunto das palavras, intervindo quando os colegas mostravam dificuldades.
Quanto as meninos com dois e três anos, foi complicado fazer-lhes entender o teor da actividade, e, na sua maioria, percebia-se uma certa aleatoriedade nas respostas. Neste grupo, havia um menino que mostrava entendimento da língua portuguesa, apesar de ainda não pronunciar palavras, pois tinha atenção as indicações da educadora e da auxiliar, para realizar a actividade, não mostrou compreensão da proposta, apontando para imagens com sílabas iniciais diferentes da sua de modo incoerente.
 
No segundo dia de contacto, propus uma actividade individual, em que mostrava um conjunto de frases para eles encontrarem o "disparate", depois descrevi um objecto da sala d aula para que eles o encontrassem, e de seguida pedi para me indicarem "quem" o quê" e "onde" em frases simples para perceber o nível de conhecimentos a nível gramatical em relação ao sujeito verbo e predicado.
 
O entusiasmo das crianças em relação á actividade, foi muito mais reduzido, sendo que os mais novos (dois e três anos) tinham dificuldade a encontrar o "disparate" nas frases, poucos encontravam o objecto e nas perguntas relativas ao conhecimento gramatical, tinham dificuldade em perceber que as perguntas eram relativas a frase dada, e continuavam uma história paralela, antes da actividade acabar, pediam para não "brincar" mais. No caso do menino que ainda não falava, a actividade não teve resultados válidos, pois este não conseguiu compreender o objectivo proposto, sem responder nem sinalizar para responder. Na idade de quatro e cinco anos, as crianças conseguiam encontrar com facilidade o "disparate" nas frases, encontravam prontamente o objecto descrito, e o menino de cinco anos com visível facilidade no uso da fala comentou que o jogo era muito simples e que a parte dos disparates o fazia rir, acertando rapidamente nas questões propostas.

 

 

 

 "Chapas" utilizadas no jogo da consciência fonológica

publicado por Soraia, Vanessa e Patricia às 21:06

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