«Uma linguagem organizada actua sobre a organização do pensamento e um pensamento organizado actua sobre a organização da linguagem.» Ahmad Amin

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            Na nossa opinião o trabalho proposto pela docente da Unidade Curricular de Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem, Fernanda Botelho pode e será útil na nossa vida enquanto profissionais na área da educação. Com os conhecimentos adquiridos em campo poderemos fazer um melhor diagnóstico das possíveis dificuldades das crianças a nível do desenvolvimento linguístico. Assim teremos cada vez mais bases para actuar nas situações de terreno. Este projecto ajudou-nos a clarificar certos conceitos e a adquirir novos conhecimentos que nos permitirão ter um melhor desenvolvimento e prestação quando estivermos, de facto, a profissionalizarmo-nos na nossa área.

            Esta Unidade Curricular é bastante trabalhosa como tal, temos tentado dar o nosso melhor a nível do projecto e de outros trabalhos realizados. Ao longo do semestre foi-nos pedido pela docente vários trabalhos, dos quais quatro foram obrigatórios constituindo elementos de avaliação contínua.

 

 

            Sendo que o trabalho foi feito em regiões diferentes, tivemos oportunidade de expandir os nossos horizontes pois assistimos a três realidades escolares.

            Embora não registemos diferenças ao nível dos registos de língua, pudemos enriquecer o trabalho por ter sido feito em locais diferentes: temos muito mais informação para desenvolver.

            No geral as crianças reagiram muito bem à nossa presença ficando bastante entusiasmadas com as actividades propostas. Nos três casos as educadoras foram indispensáveis na concretização destas actividades, pois ajudaram-nos a ter mais à-vontade com as crianças, a conhece-las melhor e a explicar o procedimento dos jogos de modo claro às crianças, coisa que tivemos algumas dificuldades. No nosso ponto de vista, em todos os casos, as crianças possuíam grande capacidade cognitiva, isto é, conseguiam perceber de imediato o que lhes estava a ser proposto. Deu-se o caso de algumas crianças compreenderem mais rápido o que era para fazer, enquanto que outras não, e nisto, as que tinham percebido tentavam explicar aos colegas como se fossem pequenos professores! As respostas aos jogos eram, na sua maioria, correctas, mas ditas atabalhoadamente; as crianças estavam excitadas com a nossa presença.

            No geral, as dificuldades sentidas foram fundamentalmente a forma como explicávamos os jogos, que no fundo eram algo complexos, às crianças. É certo que as educadoras Guida, Amélia Rainha e Lena (Soraia, Patrícia e Vanessa) os ajudaram bastante, pois obviamente têm mais pratica e são mais explicitas. Consideramos que esta dificuldade sentida em expressarmo-nos junto das crianças se deva, em parte, às poucas bases que temos relativamente a trabalho no terreno. Apesar de algumas de nós já terem realizado as actividades da carteira de competências – onde também se trabalha no terreno – continuamos a sentir dificuldades e até um certo receio de estar presentes numa sala de aula, no papel de educadoras. A realização deste projecto não foi excepção. Todavia é precisamente para isso que somos discentes, aprendendo cada coisa a cada passo.

            Tal como em todos os trabalhos, existem aspectos que foram melhor conseguidos que outros. Neste caso, e analisando em conjunto, constatamos que a nossa prestação junto das crianças tem de ser melhor: uma postura mais natural e com mais à-vontade, para também podermos transmitir essas sensações às crianças e os resultados dos jogos saírem de forma mais natural.

            Escusado será dizer que foi com imenso prazer que realizamos este trabalho e, principalmente, as actividades de terreno. Estar com as crianças, num ambiente em que podemos ser nós próprias a transmitir-lhes algo de útil é realmente enriquecedor. Esperamos por mais trabalhos destes em que possamos estar perto das crianças, observar os seus comportamentos, ver como são ricas, perspicazes e inteligentes.

            Finalmente, basta dizer que, embora tenha sido um trabalho com análise ao nível do desenvolvimento da linguagem – mais concretamente consciências fonológicas e morfológicas – pudemos analisar muito mais que isso, enriquecendo os nossos conhecimentos, o nosso curriculum escolar e, mais importante que isso, a nossa vida como [futuras] educadoras.

 

publicado por Soraia, Vanessa e Patricia às 17:32
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